Justiça manda fechar centro de recuperação
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Londrina- O Centro de Recuperação de Toxicômanos e Alcoolistas Libertad que presta atendimento em três locais em Londrina, deve interromper suas atividades no prazo máximo de 30 dias, depois de ter todos seus internos examinados e encaminhados a outras entidades. A decisão partiu do desembargador Marcos Moura do Tribunal de Justiça que considerou o recurso de agravo de instrumento ingressado pela Promotoria de Defesa da Saúde Pública e Garantias Constitucionais de Londrina.
Segundo o promotor Paulo Tavares, o agravo foi ingressado um dia depois que o juiz Jamil Riechi Filho, da 4 Vara Cívil negou o pedido de interdição da entidade no mês passado. ''O desembargador reconheceu que se trata de um caso muito grave e determinou que todos os residentes deverão ser analisados pelo Estado e município e encaminhados para outras entidades. Após esse procedimento, a Libertad fica impedida de dar continuidade ao seu trabalho, podendo, inclusive, receber uma multa diária de R$ 500,00'', disse.
A medida do MP foi tomada depois que 14 ex-residentes, familiares e ex-funcionários da instituição denunciaram supostas agressões contra internos, além de outras irregularidades. ''Os depoimentos demonstram que os residentes são agredidos fisicamente e psicologicamente através de trabalhos forçados que agridem a dignidade da pessoa humana. Além disso, há diversas outras irregularidades fiscais, estruturais e organizacional'', enfatizou.
Para o promotor, o fato deve servir de alerta à população para que tome mais cuidado na hora de escolher a entidade para recuperação de seus familiares. ''Queremos enfatizar as pessoas que precisarem desse tipo de serviço para alguém de sua família, que procure o Conselho Municipal de Políticas sobre Álcool e outras Drogas (Comad), para verificar se a entidade que procura está cadastrada no município e se já passou por avaliação de técnicos da saúde. A Libertad além de não ser uma entidade registrada, se negava a ser analisada'', finalizou. A FOLHA tentou entrar em contato com a direção da Libertad mas não obteve retorno.


