Santos, SP, 01 (AE) - A prefeitura de Santos foi condenada a desativar o lixão da Alemoa, no prazo de dois anos por causa dos danos ambientais e os transtornos à saúde dos moradores de dois bairros de Cubatão, Jardim Casqueiro e Vila dos Pescadores. O juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Márcio Krammer de Lima, acatou os argumentos da prefeitura de Cubatão e determinou o pagamento de multa diária de 100 salários mínimos, caso o prazo não seja obedecido.O prefeito Beto Mansur (PPB) já foi notificado da decisão da Justiça e vai recorrer na próxima semana.
A solicitação foi feita pelo prefeito Nei Eduardo Serra (PPB), em março de 1992. Ele entrou com ação semelhante contra a prefeitura de São Vicente, devido aos danos provocados pelo Lixão de Sambaiatuba, pois a deposição do lixo é feita a céu aberto, bem em frente ao Jardim Casqueiro, bairro nobre do município.
O juiz tomou bor base laudos periciais, como o que afirma que "o aterro controlado da Alemoa está física e ambientalmente saturado" e que o chorume é apenas drenado e conduzido a canaletas feitas nas extremidades do aterro, não havendo nenhum tratamento após o seu destino final". De acordo com Nei Serra, o momento é da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Cetesb orientarem os municípios de Santos e São Vicente para encontrar uma solução definitiva para os respectivos lixões. "

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