de urnas e contestação de boletins de urnas. Segundo o TSE, há uma evolução no número de abstenções. No último pleito, mais de 9,5 milhões (9,1%) de eleitores em todo o País deixaram de votar. No Estado de São Paulo, a ausência atingiu 3,5 milhões. No começo do ano, o governo federal iniciou uma campanha no rádio e na televisão para reduzir o número de justificativas, concentrando-se em localidades com índices de abstenção em torno de 30%, sobretudo, no Pará e na Bahia. Outra novidade implantada pelo TSE é que o eleitor poderá justificar o não comparecimento às urnas em qualquer local de votação, sem precisar recorrer aos Correios.Por Magali Sampaio São Paulo, 15 (AE) - Para evitar fraudes nas eleições municipais deste ano, a Justiça Eleitoral "limpou" do Cadastro Nacional de Eleitores mais de 6,5 milhões de títulos sem uso nas três últimas eleições e vai implantar urnas eletrônicas em todos os 5.549 municípios brasileiros, até mesmo nas aldeias indígenas. Do antigo cadastro, mais de 4 milhões de títulos foram cancelados no ano passado em decorrência de óbitos que os cartórios civis deixaram de informar aos cartórios eleitorais. Os outros 2,5 milhões de títulos correspondiam a eleitores analfabetos, maiores de 70 anos e menores de 18 anos, e foram regularizados. Essa foi a primeira vez que o Código Eleitoral permitiu o cancelamento do título do eleitor não utilizado em três eleições consecutivas. Antes do recadastramento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu que cada turno seria contado como uma eleição. "Este ano não teremos eleitores fictícios e não haverá votos fantasmas", disse o presidente do TSE, ministro José Néri da Silveira. No Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do País, com 23 5 milhões de eleitores, foram cancelados mais de 703 mil títulos e, mesmo assim, o eleitorado paulista continua crescendo por causa da imigração e da transferência de domicílio eleitoral, registrando hoje cerca de 100 mil eleitores. A depuração feita pelo TSE ocorreu de setembro a dezembro do ano passado e significou a redução do colégio eleitoral brasileiro de 106 milhões, em 98, para 102 milhões de títulos. Na última eleição, cerca de 94 milhões de brasileiros votaram para presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais, mas 12 milhões não participaram do pleito. Essa parcela do eleitorado serviu como base para a "limpeza", cujo objetivo foi tornar o cadastro de eleitores mais transparente e seguro. A depuração do cadastro continua até final de abril, com a revisão eleitoral em regiões onde o número de eleitores é maior do que o de habitantes. Também a informatização em 100% do voto eletrônico para este ano vai garantir a lisura e a transparência nas eleições, evitando que o eleitor suspeite das eleições. "O sistema diminui a fraude e o volume de recursos contestando as decisões do eleitorado", disse Néri da Silveira. Ainda hoje, o TSE julga recursos das eleições de 96, como pedidos de recontagem de votos

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