Londrina - Duas mulheres que haviam sido presas em flagrante no final da tarde da última segunda-feira, acusadas de manter em cárcere privado três pessoas, foram colocadas em liberdade provisória ontem. Policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), prenderam as mulheres após receber denúncia de maltratos a inquilinos de um pensionato.
''Encontraram as três vítimas presas com grades e cadeados em cubículos nos fundos de um bar, sem condições de higiene'', afirmou delegado do Gaeco, Alan Flore. Segundo ele, estavam no local um idoso de 63 anos, um homem de 54 anos e uma mulher de 32 anos, que seria portadora de deficiência mental. As vítimas foram encaminhadas para instituições da cidade.
Segundo o delegado do Gaeco, as mulheres vão responder por cárcere privado, cuja pena é de dois a oito anos de prisão. Ainda segundo ele, as investigações podem levantar outros crimes, pois há suspeita de que a mulher de 32 anos tenha sido explorada sexualmente. As donas do pensionato podem também ter explorado financeiramente o idoso de 63 anos, pois estavam com o cartão da aposentadoria dele. Conforme Flore, as mulheres negaram autoria dos crimes.
A gerente de atenção ao idoso da Secretaria Municipal do Idoso, Ana Elise Albuquerque, afirmou que o órgão realiza vistorias mensalmente em instituições que atendem idosos, credenciadas pelo município. ''Em outros locais (não credenciados) nós agimos conforme denúncias. Nesse caso foi uma pessoa da comunidade local que fez a denúncia'', disse. De acordo com ela, apenas seis instituições em Londrina, que atendem a pessoas da terceira idade, cumprem os requisitos do Conselho do Idoso.
De acordo com o promotor de Defesa do Consumidor e Idoso, Miguel Sogayar, a promotoria vai agir assim que o inquérito policial for concluído.

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