Curitiba- Os egressos (condenados pela Justiça e que se retiraram legalmente dos estabelecimentos prisionais para cumprir o restante da pena em regime aberto) podem contar desde quinta-feira com cursos profissionalizantes destinados à ressocialização e profissionalização dos presos.
O programa assinado essa semana pelo Patronato Penitenciário do Paraná em convênio com o governo federal pretende ajudar os egressos a encontrar um primeiro emprego. Num primeiro momento, estão sendo ofertadas 130 vagas para egressos (ou filhos de egressos) com faixa etária entre 16 e 24 anos e ensino médio incompleto.
Os cursos ofertados são de auxiliar de escritório, telemarketing e azulejista. Os cursos terão carga horária de quatro meses. Além de profissionalizar, o convênio ainda ofertará uma bolsa de R$ 150 para o egresso, lanche e vale-transporte para auxílio de custo.
''Essa ação integra o programa de governo de Estado a promover a ressocialização de presos com as atividades profissionalizantes'', disse Aldo Parzianello, secretário de Estado de Justiça e Cidadania.
Apesar de ser um avanço, a promoção destes cursos está longe da realidade. Atualmente o sistema penitenciário tem 7,7 mil presos. Deste total, apenas 12% tem até o segundo grau completo. Todos os demais, quando se tornassem egressos, estariam excluídos da profissionalização. Apenas 33,4% têm idades entre 18 e 25 anos.
Atualmente, o Patronato Penitenciário do Paraná atende 6,1 mil egressos. Destes, quatro mil estão em regime aberto. O patronato tem como obrigação dar assistência aos egressos, fiscalizar o cumprimento das penas de prestação de serviço à comunidade, orientar os condenados sobre seus direitos, colaborar na fiscalização do cumprimento da pena e desenvolver projetos de pesquisa.
Ele ainda auxilia na confecção da carteira de trabalho do egresso, na busca por vagas no mercado de trabalho e na promoção de cursos.

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