Brasília - Líderes da magistratura, advogados e parlamentares promoveram, ontem à tarde, ato público na Câmara dos Deputados contra a escalada da violência e da criminalidade no país. Também foi lançado o Movimento Nacional da Justiça Contra a Violência, um fórum permanente de debates e ações que visa a ajudar a combater o crime organizado, que já fez vítimas entre juízes, promotores e jornalistas.
Promovido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o ato público contou com a presença do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Nilson Naves, do presidente da AMB, desembargador Cláudio Baldino Maciel, e de representantes do Ministério Público e do poder executivo, além de parentes dos juízes Alexandre Martins de Castro Filho e Antonio José Marchado Dias, assassinados no Espírito Santo e em São Paulo, respectivamente.
O presidente da AMB afirmou que a violência, hoje, pode ser considerada uma questão de estado e que cabe ao estado dar respostas rápidas à sociedade em seu enfrentamento.
O presidente do STJ criticou indiretamente o Congresso, ao afirmar que o agravamento de penas não resolve o problema da violência. Segundo ele, se a prisão perpétua e a pena de morte resolvessem o problema, não haveria violência nos países que adotam este tipo de penas. ''A violência há de se resolver reaparelhando a polícia'', disse Naves.

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