Justiça italiana concede prisão domiciliar a Craxi
Roma, 15 (AE-ANSA) - Um tribunal especial de Milão decidiu nesta segunda-feira (15) conceder ao ex-primeiro-ministro italiano Bettino Craxi, condenado à revelia por vários crimes de corrupção, o benefício da prisão domiciliar.
O ex-líder socialista italiano, de 65 anos, que sofre de diabete, problemas respiratórios e insuficiência cardíaca, asilou-se na Tunísia em 1994. Vive desde então, com a família, no balneário de Hammamed.
A decisão do tribunal milanês frustrou Craxi e seus advogados, que esperavam a revogação da sentença e desistiram de apresentar novos recursos à Justiça italiana. Segundo comentou recentemente seu filho Bobo, Craxi disse que só regressaria à Itália como "homem livre".
Ele queria internar-se no Hospital San Rafaele, de Milão, para a implantação de um marcapasso, segundo os médicos que o atendem em Túnis (capital da Tunísia). A família estuda agora várias opções de hospitalização na França, Grã-Bretanha ou Estados Unidos.
No sábado, outras seções do tribunal libanês haviam revogado vários mandados de captura expedidos contra ele. Arrolado em 36 processos por corrupção, fraude e financiamento ilegal do Partido Socialista, Craxi havia sido condenado a um total de 27 anos de prisão.





