Justiça irá acompanhar troca de turno na Petrobras
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um oficial de Justiça está acompanhando a troca de turno na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) desde ontem. A medida foi determinada pela juíza Paula Regina Rodrigues Matheus, da 2ªVara do Trabalho de Araucária, durante uma audiência realizada ontem de manhã com representantes do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC) e da Repar.
A Justiça também determinou multa de R$ 200 mil por hora trabalhada acima da carga horária de 8 horas diárias na empresa. Segundo o Sindipetro, a Petrobras tem mantido funcionários integrantes da equipe de contingência trabalhando por mais de 8 horas por dia. É um risco para essas pessoas e para empresa, alerta o presidente do Sindicato, Silvaney Bernardi.
Também houve, durante a audiência, uma tentativa de conciliação entre a empresa o Sindicato para que fosse determinada a troca de turno com profissionais que estão em greve e que seriam liberados pelos sindicalistas. No entanto, depois de três horas de reunião não houve acordo. Foi uma atitude arrogante da Petrobras de não aceitar um acordo, critica Barnardi.
Na terça-feira, funcionários da Repar deixaram a empresa depois de trabalhar 42 horas. O Sindipetro acusa a empresa de manter os trabalhadores em cárcere privado. Eles estavam proibidos de deixar a refinaria, disse Bernardi. Na manhã da terça uma equipe de contigência formada por técnicos e gerentes das áreas relacionadas assumiu a operação da refinaria.
Segundo Bernardi, esses funcionários estariam extrapolando a carga horária de trabalho para manter a operação da Repar. A Petrobras usa o poder econômico, com o pagamento de horas extras para manter essas pessoas em situação de risco, acusou.
A assessoria de comunicação da Petrobras informou que a empresa está cumprindo o acordo e respeitando a carga horária dos trabalhadores. Em comunicado enviado à imprensa, a estatal informa que a produção continua normal em todas as unidades da empresa.


