Justiça interdita escola em Londrina
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sábado, 24 de outubro de 2009
Marian Trigueiros<BR> Reportagem Local 
Londrina - Uma escola particular de ensino fundamental localizada na região central de Londrina foi interditada ontem a pedido do Juizado da Vara da Infância e Juventude depois que o Núcleo Regional de Ensino (NRE) comprovou denúncias de maus tratos a alunos, além de irregularidades pedagógicas e na infraestrutura. Segundo Vanessa Abrão, da assessoria jurídica do NRE, uma comissão de verificação foi criada para investigar a denúncia feita em junho deste ano.
A comissão apareceu um dia de surpresa na escola e passou todo um período para acompanhar a rotina das crianças. Durante as conversas, as crianças acabaram falando dos maus tratos, xingamentos e situações vexatórias pela qual passavam, conta. Ainda segundo ela, os alunos disseram que os maus tratos eram por parte da diretora da escola. Havia um cômodo, chamado de sala do castigo, em que ela colocava as crianças de castigo. O local era uma espécie de depósito.
Conforme ela, com a confirmação de outras crianças, pais, inclusive funcionários, foi realizado um relatório e encaminhado ao Ministério Público e à Secretaria Municipal de Educação. Recebemos um comunicado da Vara da Infância dizendo que o Núcleo deveria providenciar vagas em escolas públicas e municipais. Por isso, anteontem, tivemos uma reunião com os pais comunicando a decisão sobre a interdição, acrecenta. Cerca de 110 alunos estudavam na escola, que a partir de segunda-feira não poderá mais funcionar. O Ministério Público deve ainda solicitar instauração de inquérito policial contra a direção da escola.
O advogado da escola, Emmanuel Casagrande, disse que a diretora está em São Paulo desde junho, onde faz tratamento de saúde. Ela não teve acesso a nenhum conteúdo do processo, por isso, não sabemos o que consta nas acusações. Apesar disso, nega qualquer tipo de maus tratos aos alunos ou irregularidade. Ela ficou bastante abatida com a interdição, defende. Na próxima semana, a diretora deve voltar à cidade para então receber oficialmente o processo e se defender.


