Londrina - A Justiça determinou ontem a interdição do Centro de Atendimento e Triagem de Famílias Carentes, que administrava o projeto Vida, Amor e Esperança. ''Os diretores do projeto tinham uma empresa de sacos plásticos e aproveitavam as ligações telefônicas para vender sacos de lixo e pedir doações, que supostamente auxiliava famílias carentes. As investigações apontaram que a entidade existia apenas no papel, além de constatar irregularidades contábeis e inexistência do cadastro de famílias assistidas'', afirmou o promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares.
Segundo ele, as investigações começaram a partir da denúncia de um doador. O MP ingressou com uma ação civil pública e pedirá ao Gaeco a instauração de um inquérito policial para que os dirigentes respondam por estelionato.
O dirigente da entidade, Wilson Bonancea, afirma que os trabalhos estão paralisados desde agosto de 2009 e que o pedido de interdição ao MP partiu dele. ''O meu ex-sócio, Darci da Silva, possui o cadastro das famílias e está usando indevidamente o nome da entidade para pedir as doações.''
Silva afirmou que dirigiu a entidade juntamente com Bonancea de agosto ao início de novembro deste ano. ''Nos desentendemos porque, sem o meu consentimento, ele elaborou uma nova ata e convocou outra pessoa para dirigir a entidade. Não estou mais no projeto e jamais usaria o nome para pedir doações.''

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