Justiça global é uma das metas do cristianismo
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Elder Ogliari<br>Agência Estado 
Porto Alegre- A 9 Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) terminou ontem, em Porto Alegre, estabelecendo como eixos de ação para suas 348 filiadas a busca da espiritualidade, a formação ecumênica, a justiça global e o testemunho profético. As metas são para os próximos sete anos.
Entre os documentos aprovados pelos cerca de 700 delegados estão resoluções pedindo que as igrejas se responsabilizem pela proteção de comunidades civis ameaçadas por conflitos militares, defendam a água como bem comum que não pode ser privatizado e condenem o terrorismo e o uso de armas nucleares.
A América Latina também aparece nas conclusões como continente prioritário, no qual as igrejas devem lutar para estancar o crescimento da pobreza, ajudar a eliminar a violência e defender os povos indígenas. Os cerca de 4 mil participantes do evento reconheceram que a unidade cristã ainda é um sonho distante.
Mas, conforme o secretário-geral do CMI, Samuel Kobia, a entidade está preparada para avançar no ecumenismo. Há itens como eucaristia comum e casamentos inter-religiosos que já são discutidos entre igrejas e que podem, no futuro, passar ao debate de todas as correntes cristãs.
Fórum - O CMI também se propõe a fomentar um fórum cristão global, com católicos romanos, pentecostais, evangélicos conservadores e alguns ramos ortodoxos que não são filiados à entidade como um esforço para promover o entendimento.
Na quarta-feira a assembléia escolheu os novos dirigentes do CMI, com mandatos de sete anos. O colegiado tem presidentes regionais. Foram escolhidos o reverendo Simon Dossou, da Igreja Metodista de Benin, pela África; o reverendo Soritua Nababan, da Igreja Cristã Protestante Batak, da Indonésia, pela Ásia; a reverenda Ofélia Ortega, da Igreja Presbiteriana Reformada de Cuba, pela América Latina e Caribe; a doutora Mary Tanner, da Igreja da Inglaterra, pela Europa; a reverenda Bernice Powell Jackson, da Igreja Unida de Cristo, dos Estados Unidos, pela América do Norte; o sacerdote John Taroanui Doom, da Igreja Protestante da Polinésia Francesa, pelo Pacífico; o arcebispo Anastasios da Albânia, pelos ortodoxos do leste; e o arcebispo etíope Abune Paulos, pelos ortodoxos orientais.


