Montreal - As pessoas obesas poderão ser beneficiadas com uma poltrona gratuita suplementar quando pegarem um avião no Canadá, em virtude de uma decisão judicial sem precedentes, que vem preocupando a indústria aeronáutica.
Essa decisão alegrou Linda McKay-Panos, uma mulher obesa que, em 1977, chegou a pagar uma vez e meia o preço normal de uma passagem para poder se acomodar na primeira classe num local conveniente para seu tamanho, num vôo da Air Canada entre Ottawa (centro) e Calgary (oeste).
Considerando-se vítima de discriminação, apresentou um protesto à Canadian Transportation Agency (CTA), uma agência independente, que funciona quase que como um tribunal administrativo, com competência para decidir sobre a questão de transportes com jurisdição federal.
A OTC decidiu em dezembro que se uma pessoa obesa pode demonstrar que seu excesso de peso a impede de pegar um avião em condições normais, tem os mesmos direitos que um portador de deficiência e depende da empresa fazê-lo viajar com comodidade, ao mesmo preço pago pelos demais.
A decisão não leva em conta se as causas da obesidade, mas a doença.
Entre 10 e 25% dos canadenses são considerados obesos, isto é, de 3 a 7,5 milhões de pessoas.
A Associação de Transportadores Aéreos do Canadá (ATAC) vai recorrer da decisão.

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