Curitiba - A empresa BS Colway Remoldagem de Pneus, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, ganhou na Justiça o direito de funcionar em área de de proteção ambiental. A decisão unânime é da 1 Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que analisou uma medida cautelar ajuizada pela fábrica. O STJ entendeu que a empresa pode operar normalmente até que o processo movido contra a mesma seja julgado em caráter definitivo. A briga judicial se arrasta desde 1999, quando o Ministério Público do Paraná ajuizou ação civil pública para impedir a expansão de empresas no município, incluindo a BS Colway.
Depois de uma vistoria nas instalações da empresa, laudo de uma equipe da Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente mostrou ser inviável a implantação de indústrias em um local de ''fragilidade ambiental''. Ainda de acordo com a avaliação da promotoria, a fábrica, de grande porte, seria ''fonte geradora de sérios riscos ambientais''. A empresa tem como atividade a remoldagem de pneus, utilizando o processo de vulcanização (a carcaça do pneu recebe outra camada de borracha).
O presidente da empresa Francisco Simeão estava nos Estados Unidos numa viagem a trabalho, mas retornou a ligação da Folha. Ele informou que a decisão judicial não interfere nas atividades da empresa, já que elas não estavam suspensas como informou a assessoria do Superior Tribunal de Justiça. ''Estávamos funcionando normalmente, mas agora vamos trabalhar com mais tranquilidade'', complementou. A empresa produz 30 mil pneus remoldados por mês e até outubro pretende dobrar a produção.
A BS Colway vai poder operar dentro dos limites estabelecidos na licença e no alvará que obteve, até o julgamento definitivo do STJ sobre o caso, ainda sem data marcada. Para o ministro José Delgado, relator do processo que beneficiou a empresa, o pedido procede porque estão presentes os pressupostos jurídicos imprescindíveis na concessão de uma medida cautelar. Diante da possibilidade de gerar ''grave lesão de difícil reparação ao empreendimento'', o ministro deferiu a medida cautelar.
Por se tratar de uma medida judicial, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) preferiu não comentar o assunto.

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