Paris, 03 (AE-AP) - A justiça francesa arquivou as acusações contra os nove fotógrafos processados por envolvimento na morte da princesa Diana de Gales, em um acidente de carro, em 1997, em Paris. Os juizes concluíram que o acidente ocorreu por causa do "estado de embriaguez" do motorista de Diana e da "alta velocidade" em que trafegava.
O juiz Hervé Stephan concluiu que a decisão de Dodi de ordenar que um funcionário fora de serviço que estava embriagado dirigisse o Mercedes contribuiu para o acidente.
Diana; Fayed; e o motorista, Henri Paul, morreram em 31 de agosto de 1997 numa batida em um dos pilares de um túnel de Paris. Apenas o guarda-costas Trevor Rees-Jones sobreviveu.
Em sua decisão, o juiz afirmou que o "acidente não foi o resultado de um ato voluntário, e sim devido ao fato de que o motorista do carro estava embriagado e sob efeito de drogas incompatíveis com o álcool, o que não lhe permitiu manter o controle do veículo".
Testes mostraram que Paul, o número 2 da segurança do Hotel Ritz, tinha três vezes mais álcool no sangue do que o limite legal. Ele também estava usando remédios, inclusive o anti-depressivo Prozac.
George Kiejman, advogado de Mohamed Al Fayed, o pai de Dodi e o dono do Hotel Ritz, disse em Paris que o milionário irá recorrer da decisão. "Os fotógrafos compartilham a responsabilidade com o motorista", disse Kiejman.
Em Londres, um porta-voz de Al Fayed disse que ele continuará procurando "a verdade". Segundo a teoria de Al Fayed, houve uma conspiração para o assassinato de Dodi e Diana.
Conde Spencer, o irmão de Diana, que no início do processo também acusara os fotógrafos, agradeceu as autoridades francesas pelo "tempo e esforço gastos na investigação". Ele afirmou também respeitar a conclusão da Justiça francesa.
O Palácio de Buckingham não fez nenhum comentário.

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