Justiça finaliza processos contra Colli
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A Justiça encerrou ontem dois dos quatros processos movidos contra o ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina, Marcos Colli. Os vereditos devem ser divulgadas até o mês de março. Nos dois depoimentos, Colli se reservou ao direito de permanecer calado, assim como havia acontecido durante os interrogatórios dos inquéritos policiais. O ex-presidente do Partido Verde (PV) é acusado de estupro de vulnerável e fotografar e filmar crianças e adolescentes em poses sexuais e pornográficas.
As audiências de ontem se prolongaram por toda a tarde na 6ª Vara Criminal de Londrina em virtude do advogado de defesa, Mateus Vergara, ter comunicado a juíza Zilda Romero que estava em viagem e chegaria atrasado. Após aguardar mais de duas horas e sem a presença do defensor, a magistrada convocou dois advogados dativos para acompanharem as audiências. A defesa já havia utilizado esta estratégia em outras audiências do processo.
"Durante todo o processo não havia interesse da defesa na conclusão. Sempre procurou evitar que o processo andasse e a cautela da juíza foi sempre se cercar para que não houvesse nenhum espaço para nulidade", apontou a promotora Susana Lacerda.
A promotora ressaltou que já esperava a atitude do réu de se manter calado em "virtude das provas existentes nos autos". Para o advogado Pedro João Martins, que foi convocado pela juíza, a decisão do acusado em permanecer calado atende um dispositivo constitucional. "Temos que colaborar com o andamento processual. Se estamos inseridos no contexto onde se busca a justiça, uma vez que há algo a ser feito e depende de um advogado, nada mais justo do que se colocar à disposição da própria Justiça para que pudesse ocorrer a audiência", frisou Martins.
Em cada processo são três vítimas menores de 14 anos. Em uma das audiências de ontem foi ouvida uma das vítimas, que não havia comparecido no interrogatório da semana passada. Segundo o Ministério Público (MP), a adolescente revelou que ficou com medo de acontecer algo a ela e a família, em virtude do réu ser uma pessoa conhecida. Neste caso, de acordo com a denúncia, Colli teria utilizado uma arma de fogo para intimidar e ameaçar as vítimas.
Após as audiências de ontem, a defesa tem 24 horas para manifestar se vai requerer mais alguma diligência. O MP já se manifestou satisfeitos com todos os depoimentos. Em seguida, o processo vai ser encaminhado para as partes para as últimas alegações e na sequência serão proferidas as sentenças.
"Diante das provas e da robustez de tudo que nós temos, a acusação tem certeza da condenação do réu", apontou a promotora. Se for condenado, Marcos Colli pode pegar de oito a 15 anos de prisão pelos estupros e de quatro a oito anos de reclusão pelas fotografias.


