Justiça finaliza processo contra Colli
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terça-feira, 01 de outubro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O ex-presidente do Partido Verde (PV), Marcos Colli, será ouvido hoje na última etapa da primeira ação criminal em que é acusado de estupro de vulnerável e de filmar e fotografar três irmãs de 6, 9 e 13 anos em poses sexuais e pornográficas. A ação corre na 6ª Vara Criminal de Londrina e está sendo conduzida pela juíza Zilda Romero. Colli está preso desde o dia 20 de maio.
O julgamento teve início no dia 22 de agosto, quando foram ouvidas as três vítimas e a mãe das meninas. Na ocasião, a audiência foi suspensa em virtude da alegação, por parte da defesa, de cerceamento do trabalho. De acordo com o advogado Mateus Vergara, ele foi impedido, na oportunidade, de apresentar fotos, filmagens e provas, contidas no processo, ao seu cliente na noite que antecedeu o julgamento.
A promotora da Vara da Infância e Juventude, Susana Lacerda, lamentou a suspensão da audiência, mas reconheceu que a juíza agiu de forma correta para evitar uma possível nulidade do julgamento no futuro.
A audiência prosseguiu no dia 29, quando foram ouvidas 12 testemunhas. Na ocasião, os dois filhos de Colli e a ex-namorada prestaram depoimento como informantes, que não têm o dever legal de dizer a verdade.
Durante as audiências a defesa sustentou o argumento de que havia uma rede de prostituição na família controlada pela mãe e que Colli seria apenas usuário desta rede. "Quem incorre o distúrbio mental da pedofilia é uma vítima e um usuário da rede de prostituição", afirmou Vergara.
A promotoria rebateu a tese e garantiu que não há nenhum indício de prostituição infantil dentro da família. "Mesmo se houvesse, isso não afasta a responsabilidade do réu", frisou a promotora.
Além de Colli, serão ouvidas hoje quatro testemunhas da defesa através de carta precatória. Fica a expectativa se o ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina vai se pronunciar. Durante os inquéritos policiais conduzidos pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) todas as vezes em que foi convocado, Colli permaneceu calado. Após a audiência de hoje, a sentença deve ser publicada em até 20 dias. Se condenado, Colli pode pegar de 8 a 15 anos de detenção pelo crime de estupro e de 4 a 8 anos pelas fotografias e imagens. Colli responde ainda outras três ações pelos mesmos crimes.


