Justiça expede novo mandado de prisão contra Izzo Filho
Bauru, SP, 30 (AE) - Um novo mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz João Augusto Garcia, da 3ª Vara Criminal de Bauru, complica a situação do ex-prefeito Antonio Izzo Filho e torna mais difícil a sua saída da cadeia. Izzo está preso desde 14 de maio em cumprimento a dois mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado, nos processos que apuram a extorsão à empresa de ônibus da cidade e a prática de atentados contra adversários políticos. Já conseguiu revogar uma das ordens e espera que o juizo de primeira instância ou o Tribunal revogue a outra no decorrer de janeiro. Mas agora, para sair, terá de lutar também contra o terceiro mandado de prisão.
O juiz Garcia é o titular do processo onde o ex-prefeito é acusado de cobrar propina de 14 fornecedores da Prefeitura e justifica que a prisão não foi decretada no começo da instrução porque já haviam os dois mandados do Tribunal, que garantiam a manutenção do réu preso. Com a possibilidade da revogação dos mandados anteriores a situação muda, pois entende o juiz que no processo da propina "existem requisitos de custódia cautelar, pois há prova da materialidade e indícios suficientes da autoria". Outra justificativa é que, se Izzo Filho sair da cadeia, há a possibilidade concreta dele fugir, já que responde a vários processos e tem o antecedente de ter passado 68 dias foragido logo depois das ordens de prisão emitidas em março.
O advogado Ailton José Gimenez, defensor do ex-prefeito disse que vai recorrer ao Tribunal de Justiça. Ele entende que a nova ordem de prisão preventiva é desnecessária. "Esse processo já vem tramitando há algum tempo e não se cogitou em momento algum a decretação da prisão e nem a promotoria pública, que é a titular da ação, requereu a medida, que se origina em convencimento do próprio juiz" - disse o advogado, que considera não haver como especular sobre a possibilidade de seu cliente fugir antes que sejam concluídos os processos.
Além da esfera judicial, Izzo teve nesta semana outra perda na área político-administrativa. O Tribunal de Contas do Estado recomendou a rejeição das contas da Prefeitura relativas ao exercício de 1997, período em que governou a cidade.





