Justiça estadual deve pedir exumação de duas supostas vítimas de esquadrão da morte
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quinta-feira, 16 de dezembro de 1999
Por Flávio Mello 
Rio Branco, 16 (AE) - O juiz da 2ª Vara do Júri, Marco Antônio Nunes Barbosa, deve pedir a exumação dos corpos de três vítimas atribuídas ao esquadrão da morte, supostamente liderado pelo ex-deputado federal Hildebrando Pascoal: Agílson Santos Firmino, o Baiano; seu filho Wilder, de 13 anos.
O procurador estadual Eliseu Buchemeier, um dos que acompanha os processos, disse que foi informado da decisão hoje de manhã e que a medida será tomada para confirmar a versão das testemunhas
mas na verdade há divergências entre os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e os fatos narrados na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE).
A morte de Baiano supostamente ocorreu a tiros depois que a vítima teve as pernas e os braços cortados por uma motosserra, mas o laudo do IML não diz nada a esse respeito. Há dúvida, também, se os olhos foram realmente perfurados, o pênis cortado e um prego cravado na testa.
"Isso é irrelevante, porque o fato é que a vítima foi torturada e morta", argumentou Buchemeier. Ele disse que o mais importante da exumação será comprovar se o revólver calibre 38 entregue por uma pessoa não identifica, realmente foi a arma usada na execução.
A intenção é retirar os projéteis que ainda estariam no crânio da vítima, para realizar exame de balística. O novo exame no corpo de Wilder, o filho de Baiano morto depois de ser banhado em ácido, foi pedido para checar se houve realmente um disparo contra a cabeça do garoto, como relatou um policial que é testemunha de acusação - o nome está sob sigilo e a pessoa "escondida em local seguro".
Wilder foi assassinado porque não revelou o paradeiro de seu pai e Baiano, porque não disse onde o seu patrão, José Hugo, estava escondido. Hugo matou a tiros um dos irmãos de Hildebrando, o sub-tenente da PM Itamar.


