Madri, 26 (AE-REUTERS) - Baltasar Garzón, o juiz espanhol que solicitou a detenção de Augusto Pinochet, disse hoje (26) ter provas de 42 casos de tortura e assassinatos contra o ex-ditador chileno depois de 1988, informaram fontes forenses.
Garzón emitiu uma ordem judicial hoje, na qual afirma ter provas de 33 novos casos, somando-se ao nove que já existiam no período.
Segundo as fontes, Garzón se propos a enviar as novas informações aos promotores britânicos do caso para que elas sejam entregues ao governo do país, que vai avaliar se o processo de extradição de Pinochet deve continuar.
Os lordes britânicos decidiram, na terça-feira, que a detenção de Pinochet foi legal, mas que o ex-chefe militar não tem que responder abusos de direitos cometidos antes de 1988, ano em que a convenção da ONU contra a tortura foi transformada em lei na Grã-Bretanha.
A vasta maioria das atrocidades relacionadas ao governo de Pinochet - aproximadamente 3.000 casos) foi supostamente cometida na etapa inicial de seu regime, que durou de 1973 a 1990.

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