Brasília, 17 (AE) - A Justiça Eleitoral cancelou 4 milhões de títulos eleitorais. Antes do corte, nas eleições presidenciais de 1998, o Cadastro Nacional de Eleitores apresentava 106,076 milhões de títulos. A maioria dos cancelamentos ocorreu após a confirmação da morte dos eleitores. São Paulo foi o Estado que registrou o maior número de cortes, com 703 mil títulos cancelados.
Uma minoria de pessoas ainda vivas, mas que não votou em três eleições consecutivas nem justificou as faltas, também teve seus títulos cancelados. Essas pessoas poderão regularizar sua situação até o dia 3 de maio próximo. Nesse caso, elas terão de pedir a emissão de um novo documento e pagar multa de cerca de R$ 3 por turno de votação.
A iniciativa da Justiça Eleitoral é interpretada como uma forma de reduzir os riscos de fraudes nas eleições municipais deste ano. "Não teremos eleitores fictícios e não haverá votos fantasmas", prometeu o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Néri da Silveira, em agosto, em seu discurso durante a abertura da campanha de depuração do cadastro que tinha 6,5 milhões de títulos não usados há três eleições.
Nos 90 dias de campanha, apenas 2,5 milhões de eleitores faltosos regularizaram sua situação perante a Justiça Eleitoral. A maior parte deles tinha direito ao chamado voto facultativo: analfabetos, menores de 18 anos de idade e maiores de 70 anos.

mockup