JUSTIÇA ELEITORAL - Prazo para obter título termina amanhã
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de julho de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Quem ainda não tirou o título eleitoral ou não transferiu o domicílio eleitoral precisa se apressar. É que termina amanhã o prazo para regularizar a situação eleitoral e poder participar do referendo popular sobre o comércio de armas, que acontece no dia 23 de outubro.
Em Curitiba, a Central de Atendimento ao Eleitor está lotada desde o ínicio da semana. Mais de mil pessoas por dia estão sendo atendidas. A participação do eleitor no referendo é obrigatória. Deverão votar todos os brasileiros maiores de 18 anos. É facultativo o voto para os analfabetos, maiores de 70 anos e maiores de 16 anos.
De acordo com a chefe da Central de Atendimento, Alessandra Luiz, muitos eleitores perdem viagem porque levam documentos errados para comprovar o domicílio eleitoral. O comprovante de residência precisa ser antigo (três meses em média). Adolescentes de 17 anos, do sexo masculino, precisam levar o certificado de alistamento militar para fazer o título eleitoral.
Mesmo sem a apresentação do título eleitoral, o eleitor poderá votar, desde que seu nome conste do caderno de votação e do cadastro de eleitores. Quem não puder votar por estar fora do seu domicílio eleitoral deverá justificar a ausência nas seções eleitorais e mesas receptoras de justificativas que serão instaladas em todo o País.
Do dia 13 de outubro até o dia do referendo, os cartórios eleitorais fornecerão gratuitamente o formulário ''Requerimento de Justificativa Eleitoral'', que também poderá ser obtido no site www.tre-pr.gov.br.
Pesquisa, realizada pelo Ibope e divulgada pelo site do Senato, demonstrou que os brasileiros de baixa renda e que moram nas periferias das grandes cidades são os que mais defendem o fim do uso de armas de fogo no Brasil (84%). Cerca de 2 mil pessoas foram ouvidas na consulta pública. No Sul do Brasil, cerca de 70% dos eleitores consultados no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se posicionaram contra o comércio de armas de fogo no Brasil.


