Pelo menos 60% do quadro funcional de 70 servidores lotados na Justiça do Trabalho em Londrina paralisaram suas atividades ontem por duas horas - das 13 às 15 horas. Os servidores querem que a Câmara Federal ponha em pauta, com pedido de urgência urgentíssima, a votação do Plano de Cargos e Salários (PCS) do Judiciário Federal e do Ministério Público da União.
O protesto abrangeu os funcionários das cinco varas do Fórum do Trabalho de Londrina e dos setores de protocolo e distribuição. As audiências agendadas para ontem aconteceram normalmente. A paralisação fez parte de um calendário nacional de mobilização.
Conforme o coordenador regional do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho em Londrina, Roque Alves, os servidores querem que o projeto do PCS seja apreciado pelos deputados até o dia 15 de abril. ‘‘Após essa data, começam as campanhas eleitorais e o Congresso ficará esvaziado’’, precisou o sindicalista.
O Governo Federal é contra a inclusão na pauta do PCS dos servidores federais. Mesmo assim, Alves acredita que a categoria tem chances de êxito já que a Câmara aprovou em 22 de março um aumento salarial que varia de 17% a 40% aos funcionários da Casa. ‘‘Isso abre um precedente para nós’’, afirmou. Os servidores também são contra a proposta de reforma do Judiciário, sobretudo em relação à flexibilização dos direitos assegurados pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

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