Justiça determina retirada de tornozeleira de marido de Olga
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terça-feira, 04 de setembro de 2018
Fernanda Circhia <br> Reportagem Local 

A Justiça determinou nesta terça-feira (4) que seja retirada a tornozeleira eletrônica de Luiz Reis Garcia, marido de Olga Aparecida dos Santos, que foi encontrada morta em um prédio no centro de Londrina em junho deste ano. A decisão da revogação das medidas cautelares é da juíza Zilda Romero, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Vara de Crimes contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Londrina. Conforme a decisão, o pedido de revogação foi fundamentado devido ao fim da investigação pela autoridade policial.
De acordo com o advogado Marcelo Gaya, um dos advogados de Luiz Reis Garcia, o pedido de revogação foi provocado pela defesa. "Na data de hoje [terça-feira] a doutora Zilda Romero revogou a medida do monitoramento eletrônico e agora ele poderá voltar para sua residência. Mas ele e outros familiares vão continuar com o comparecimento mensal em juízo não podendo se ausentar da Comarca", explica. "Lembrando que o inquérito ainda não foi finalizado, pois ainda faltam alguns laudos para serem concluídos e entregues", acrescenta.
Além de Luiz e familiares terem que comparecer mensalmente em juízo para informar endereço atualizado e justificar atividades, também estão proibidos de se aproximarem de testemunhas. Eles deverão manter uma distância mínima de 100 metros, conforme a decisão da Justiça.
Luiz Reis Garcia foi preso no dia em que Olga foi encontrada morta, em 24 de junho deste ano. No entanto, a Justiça acatou no dia 12 de julho o pedido do Ministério Público para revogar a prisão domiciliar. Na ocasião, Garcia passou a usar a tornozeleira eletrônica por causa de seus problemas de saúde. A decisão foi da juíza Márcia Guimarães Marques.
O advogado da família de Olga, Clayton Rodrigues, afirmou à reportagem que ainda não teve acesso a decisão.
O caso
A PM (Polícia Militar) foi acionada na tarde de 24 de junho para atender a queda de uma pessoa em um prédio no centro de Londrina. No entanto, em seguida, a ocorrência passou a ser tratada como possível feminicídio. Olga tinha 51 anos e foi encontrada morta após vizinhos presenciarem uma briga entre ela e o marido, Luiz Garcia, de 65 anos. Estavam presentes os parentes do marido, que teriam sido chamados para auxiliar a discussão do casal.
Investigação
Desde o início da investigação, Luiz Reis Garcia e seus advogados afirmaram que as perfurações no corpo de Olga eram da cirurgia bariátrica. Informação que foi confirmada em 24 de agosto após a delegada da Delegacia da Mulher, Geanne Timóteo, ter solicitado a retificação ao IML (Instituto Médico-Legal) de Londrina do laudo sobre as lesões encontradas no corpo de Olga.
Na noite de 24 de agosto, quando o caso completou dois meses, a delegada afirmou à reportagem que o inquérito já havia sido encaminhado ao Fórum e que com a retificação do laudo, não há prova de que houve crime. "Faltam alguns laudos, mas o de necropsia foi concluído. O resultado é que as lesões apresentadas no corpo da vítima foram em decorrência da cirurgia [bariátrica] e da queda", explicou Timóteo na ocasião. "A maior hipótese é mesmo de suicídio", acrescentou. Segundo ela, ainda faltam os laudos de exumação, confronto genético e pesquisas de amostras de sangue.
Já a 29ª Promotoria de Justiça informou também em 24 de agosto que o MP (Ministério Público) não irá se manifestar enquanto todos os laudos não forem concluídos e entregues. Somente após os mesmos serem finalizados é que a promotoria se posicionará pelo indiciamento ou não dos investigados no caso.
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