Londrina - O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Mário Nini Azzolini, acatou pedido de liminar e decisão administrativa que culminou na demissão de 24 servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A decisão foi tomada na última reunião do Conselho Universitário ocorrida em 14 de dezembro.
O conselho havia deliberado pela demissão de 24 dos 26 servidores acusados de usarem diplomas ou certificados falsos para progredirem na carreira e, consequentemente, receberem aumento salarial. A fraude foi revelada no início do semestre do ano passado.
No pedido de tutela antecipada, o juiz suspende a demissão até julgamento do mérito. "Nossa avaliação é que os novos conselheiros deveriam rever o pedido de consideração, mas a reitora promoveu julgamento sem a convocação deles. Também vamos ajuizar uma outra ação para discutir o mérito da demissão. O estatuto da UEL não prevê demissão nesses casos", salientou o advogado Mauro Yamamoto, que representa 19 dos 24 servidores punidos. A FOLHA não conseguiu encontrar nenhum responsável na Procuradoria da UEL no início da noite de ontem.

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