Justiça determina reabertura da Câmara de Serra Negra
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2000
Por Rose Mary de Souza 
Serra Negra, SP, 12 (AE) - Por determinação da Justiça, a Câmara Municipal da Estância de Serra Negra (SP) teve de ser reaberta. O presidente do Legislativo, André Luiz Abi Chedid (PFL), havia fechado a Casa em 30 de dezembro e autorizado férias aos cinco funcionários durante o recesso de 1 a 30 de janeiro. Um grupo de vereadores que quer realizar sessões extraordinárias este mês entrou com pedido de liminar na Justiça para reabrir a Casa.
A liminar expedida na sexta-feira pela juíza Valéria Ferriolli La Grasta, da 2.ª Vara da cidade, foi solicitada por oito vereadores, que se denominam G-8 (grupo dos 8). Eles fazem oposição ao prefeito Elmir Chedid (PFL), irmão do presidente da Câmara. A juíza baseou-se na Lei Orgânica, partindo do princípio que uma repartição pública não pode fechar as portas à comunidade.
O presidente da Câmara disse que o fechamento do prédio significaria uma economia de R$ 3 mil, com cafezinho, telefone, xerox, Internet, água e luz. "Esse grupo é radical, quer fazer barulho e aparecer", afirmou hoje. "Numa cidade de 45 mil pessoas bastava alguém me procurar, me telefonar, para eu abrir a Casa." Segundo ele, o procurador jurídico não se ausentou e agora dois funcionários estão trabalhando na Câmara.
Segundo o vereador José Alfredo Dallari Júnior (PSDB), com o fechamento da Câmara, o presidente queria impedir a convocação de sessão extraordinária para discutir um projeto contra o nepotismo.
"Esse projeto é semelhante ao que está no Congresso e Senado, que veta a contratação de parentes até segundo grau", afirmou. "A lei original chegava até o quarto grau, porém, foi alterada para evitar mal-estar na cidade." Dallari é um dos membros do G-8, que conta com três vereadores do PSDB, três do PMDB, um PPS e um PSB. O restante dos vereadores são do PFL. "Com o grupo, já temos maioria simples para a extraordinária ainda este mês."


