Londrina - A Polícia Federal (PF) de Londrina tem 90 dias para iniciar obras que garantam acessibilidade aos deficientes no prédio da delegacia. A decisão é da Justiça Federal e o descumprimento da determinação implica em multa diária de R$ 1 mil.
A decisão da Justiça acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Londrina, que alega que, após uma fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), em junho de 2011, foram identificados vários itens a serem executados, como guias rebaixadas na calçada em frente ao prédio e nas esquinas de acesso, pista tátil e faixa de alerta.
Foi constatado também que a largura das portas do acesso principal está fora do padrão e não permite a entrada de cadeirantes e ainda que não há demarcação para deficientes no estacionamento interno. Outro problema é que os banheiros não estão adaptados.
O Corpo de Bombeiros determinou adequações como a desobstrução do acesso às caixas de incêndio e identificação dos hidrantes, além da instalação de extintor na garagem coberta, regularização da central de gás e colocação de iluminação de emergência na sala de reunião. A determinação da Justiça Federal dá um prazo de 30 dias para que a PF apresente o projeto básico, orçamento e cronograma físico-financeiro para a adequação do prédio.
O delegado chefe da PF em Londrina, Guilherme Biagi, informou que já solicitou recursos junto ao Departamento da Polícia Federal em Brasília, mas que não há prazo para o recebimento da verba. "O nosso principal problema é o elevador que não funciona desde a inauguração do prédio em 2002 e isso dificulta o acesso ao segundo andar. As demais exigências são mais simples e com os recursos em mão não há dificuldade para resolvê-los", garantiu.
O delegado informou ainda que se não for possível cumprir a determinação judicial dentro do prazo estabelecido, vai solicitar uma prorrogação. "Infelizmente não temos orçamento próprio e obras de engenharia exigem verba específica de Brasília", frisou Biagi.

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