Justiça determina fim da greve da PM
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sexta-feira, 20 de outubro de 2000
Agência Estado Do Recife 
O juiz da 3ª Vara da Fazenda, Alfredo Jambo, determinou, no fim da tarde de ontem, a imediata volta ao trabalho dos cabos e soldados da Polícia Militar em greve. O artigo 42 da Constituição proíbe a paralisação da categoria, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 370 mil. Até o início da noite, grevistas e governo negociavam sem conseguir sair do impasse.
Soldados do Exército, portando fuzis, começaram ontem a fazer a segurança nos principais corredores do Recife, nas áreas de concentração de agências bancárias e nos presídios, a pedido do governo de Pernambuco, por causa da paralisação decretada anteontem. O Comando Militar do Nordeste não informou quantos homens foram cedidos para fazer o policiamento, mas segundo estimativa da Secretaria de Estado de Justiça, esse número é de 150.
A greve trouxe à população clima de intranquilidade e insegurança, que se refletiu na queda de 50% no movimento do comércio, na avaliação do presidente do Clube de Diretores Lojistas (CDL), Eduardo Catão. A orientação do CDL era que as lojas fechassem mais cedo.
A população teme a repetição de cenas ocorridas em julho de 1997, quando toda a PM entrou em greve por 12 dias e houve aumento na criminalidade de cerca de 40%.
Os grevistas querem aumento de soldo de R$ 74,00 para R$ 151,00, o que implicaria aumento proporcional de gratificações elevando o salário dos atuais R$ 600,00 para R$ 900,00. Eles também querem que o turno de quem trabalha 24 horas por 48 horas de folga passe para 24 por 72 horas. O governo quer manter o horário e compensar com um pagamento extra, o que não foi aceito.


