Justiça determina compra de marca-passo
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sábado, 22 de novembro de 2014
Lucio Flávio Cruz <br>Reportagem Local 
Londrina O juiz Emil Gonçalves, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, concedeu liminar ontem determinando que o Estado do Paraná forneça em até dez dias um marco passo diafragmático para ser implantado em Isabelly Vitória Pardim de Deus, de apenas 1 ano.
No seu despacho, o magistrado escreve que "...é dever solidário do Município, Estado e União (podendo o requerente ajuizar demanda contra qualquer um deles, ou todos) o fornecimento de tratamento indispensáveis à saúde da pessoa...". O juiz determina ainda que o Estado indique em até três dias uma autoridade responsável pelo cumprimento da liminar. Em caso de descumprimento, a pessoa poderá responder civil e criminalmente.
O pai de Isabelly, Wagner Roberto de Mello, descobriu que existe um marca-passo na rede municipal de saúde de Curitiba, que havia sido utilizado em outra criança, que acabou falecendo, e acionou a justiça. O juiz relatou que como o estado de saúde de Isabelly é estável é possível realizar a operação. O equipamento é importado e a compra e o procedimento custariam R$ 500 mil.
A família de Isabelly, que é de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), vive um drama desde dezembro do ano passado. Aos quatro meses, foi constatada uma deficiência rara no sistema imunológico da menina, que não permitia a produção de anticorpos. Durante meses, Isabelly ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil de Londrina. Como necessitava de atendimento especializado precisava ser transferida para Curitiba. Sem vagas em hospitais da capital, a transferência só foi possível graças a uma liminar, concedida em junho.
Isabelly passou por vários tratamentos e até um transplante de medula óssea, que resolveu a deficiência imunológica. Porém, como consequência, a menina sofreu uma atrofia no cérebro, que a impede de respirar sozinha. Por isso ela necessita de um respirador artificial em tempo integral e sem o marca-passo não pode deixar o hospital.
"Essa liminar é mais um milagre na vida da Isabelly. Esperamos que o aparelho chegue o mais rápido possível para podermos levá-la para casa. É um alívio muito grande", frisou o pai, que teve que deixar o emprego para cuidar da filha.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que ainda não havia sido notificada da liminar até a noite de ontem.


