Justiça determina afastamento de policial e tabelião
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quarta-feira, 05 de outubro de 2011
Reportagem Local 
Maringá - O Juízo da 2 Vara Criminal de Maringá recebeu denúncia criminal proposta pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra 18 supostos integrantes de uma quadrilha que traficava perto de 150 quilos de drogas por mês.
O grupo, que vendia cocaína, crack e maconha, teria ligação direta com vários homicídios ocorridos em Maringá e em municípios da região. Além de receber a ação penal, a Justiça acatou pedido do Gaeco e determinou a prisão preventiva de quatro pessoas e a manutenção da preventiva de outras 11.
Dos 18 denunciados, 14 são acusados de envolvimento com tráfico de drogas (cinco deles também por lavagem de dinheiro), três de falsidade de documento e um por prevaricação.
Entre os acusados, está um investigador da Polícia Civil, que foi afastado de suas funções por prevaricação, a pedido do Ministério Público, pelo Juízo da 2 Vara Criminal. Ele era investigador e estava lotado na 9 Subdivisão Policial de Maringá. Da mesma forma, foi afastado um serventuário de Justiça do Cartório do Tabelionato de Nova Aurora (Oeste), que foi um dos denunciados por falsidade de documento.
De acordo com a denúncia, as investigações do Gaeco, em conjunto com a Polícia Federal, ''se estenderam pelo período de 12 de abril de 2010 a 08 de setembro de 2011 com a produção de vasto material probatório, indiciário e circunstancial sucedendo-se vários flagrantes de transportes de significativas quantidades de substâncias entorpecentes causadoras de dependência física e psíquica, especialmente crack, cocaína e maconha''.
No texto são listados vários casos de prisões e apreensões de drogas relacionadas à mesma quadrilha, bem como situações em que ''ficou evidente a ciência do investigador de Polícia Civil de todas os feitos dos bandidos''. Conforme descrevem os promotores na denúncia, o policial ''frequentava a residência do traficante investigado e mantinha com tal pessoa estreita relação de amizade, razão pela qual sabia ou tinha como saber da traficância comandada por aquele, inclusive sobre outras atividades criminosas eventualmente praticadas pelo mesmo ou seu bando, inclusive referente a uma série de assassinatos que estão sendo objeto da pertinente apuração''.


