São Paulo, 06 (AE) - A Justiça decretou a prisão temporária, por 30 dias, de dois policiais civis acusados de sequestrar duas mulheres para extorquir R$ 1,3 milhão de um dos ladrões que participaram do roubo de R$ 37 milhões do Banespa. Foi o maior assalto a banco da história do País. As mulheres são parentes do assaltante e disseram ter ficado três dias em cárcere privado. Elas foram soltas após pagar resgate.
O investigador Miguel Antônio da Costa e o agente policial Maldinei Antônio de Jesus estavam sendo interrogados ontem (05) à noite, na Corregedoria da Polícia Civil, quando seus advogados foram informados de que a prisão temporária havia sido decretada por um juiz-corregedor do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo) do Tribunal de Justiça.
Eles ficarão presos por 30 dias porque são acusados de um crime hediondo, a extorsão mediante sequestro. Os policiais negaram as acusações.
Os dois presos trabalham no 85.º Distrito Policial, no Jardim Mirna, na zona sul. Ambos foram reconhecidos pelas parentes do assaltante Flásio Trindade de Souza, acusado de participar do roubo milionário.
O resgate para libertá-las teria sido pago em duas parcelas: R$ 500 mil e R$ 800 mil. A corregedoria está atrás de outros possíveis envolvidos no crime.
Pelo menos 12 ladrões participaram do assalto ao Banespa, na madrugada de 5 de julho. Cada líder da quadrilha ficou com R$ 5 milhões.

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