Londrina – A juíza Zilda Romero, da 6ª Vara Criminal de Londrina, decretou na segunda-feira nova prisão preventiva do advogado Marcos Colli. O ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina já está preso preventivamente desde 20 de maio acusado de estupro de vulnerável.
A segunda prisão foi decretada em inquérito policial que investiga novas vítimas do acusado pela prática de estupro de vulnerável e por fotografar e filmar crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito e pornográficas. A investigação é comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Um segundo inquérito instaurado no Gaeco contra Marcos Colli é pela posse ilegal de arma e munição. Através de mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram no apartamento de Colli um revólver calibre 38 e 49 cartuchos de munição. O advogado não possuía registro nem porte da arma.
"Marcos Colli será ouvido na quinta-feira no inquérito da posse da arma. Estamos aguardando ainda resultados de algumas medidas que solicitamos. Se estas situações se concretizarem até amanhã, vamos interrogá-lo também no inquérito sobre o crime sexual", explicou o delegado do Gaeco, Alan Flore. O processo de acusação de Marcos Colli por estupro de vulnerável corre em segredo de Justiça.
"Estamos identificando possíveis novas vítimas e ouvindo os seus relatos a respeito do comportamento do Colli", frisou Flore. O Gaeco já recebeu os resultados dos exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) pelas seis vítimas identificadas até agora.
A denúncia contra Marcos Colli foi oferecida pela promotora da Infância e Juventude de Londrina, Susana de Lacerda, no mês passado. Segundo as investigações todas as vítimas são menores de 12 anos e os abusos teriam se iniciado em 2008.
Colli está preso em uma cela reservada no 5º Batalhão da Polícia Militar. A reportagem não conseguiu contato com o advogado de defesa, Maurício Carneiro, que estava em viagem.

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