O banqueiro do jogo de bicho Ivo Noal e quatro de seus sócios foram condenados ontem a um ano de prisão em regime semi-aberto por exploração de dois cassinos clandestinos no Morumbi, em São Paulo. Ambos foram fechados pela polícia em 20 de julho de 95.
O juiz Renato Rangel Desinano, da 26ª Vara Criminal, concedeu a Noal e aos demais condenados - Luís Buono Filho, Inocêncio Alberto Hablich Gonçalves, Roberto Forte Tena e Otto Guilherme Garcez Huffenbacher - o benefício de apelação em liberdade. O juiz decretou a perda de todos os bens apreendidos - móveis, objetos de arte e decoração - em favor do governo federal. Os cassinos funcionavam nas ruas Antonio de Andrade Rebello e Carlos de Oliveira Coutinho.
Por insuficiência de provas, o juiz absolveu Natanael Santos da Costa, ex-chefe dos investigadores do 34º Distrito Policial, e o policial aposentado Aduzindo Uribe, acusados de receber dinheiro para facilitar o funcionamento dos cassinos.
O juiz Rangel fixou a pena máxima, argumentando que os réus ‘‘demonstraram altíssimo grau de profissionalismo’’, o que dificultou a atuação da polícia e da Justiça.
A criminalista Maria Celeste de Oliveira, defensora de Luís Buono Filho, secretário pessoal de Ivo Noal, afirmou que ‘‘o processo é uma hipocrisia, pois o Brasil converteu-se em imenso cassino promovido ou tolerado pelo próprio poder público.

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