Porecatu - A Justiça de Porecatu concedeu na manhã de ontem a reintegração de posse da Fazenda Variante, ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no último dia 1º. O pedido havia sido protocolado no início da semana pelo advogado da Usina Central de Porecatu (85 km ao norte de Londrina) dois dias depois da área, de pouco mais de 1,3 mil hectares, ter sido ocupada.
Segundo a gerência da Usina, a fazenda conta com plantação de cana-de-açúcar, além de reunir um grande número de cabeças de boi. Ainda segundo a direção, os cerca de 2 mil sem-terra estariam acampados num área de preservação ambiental onde além de mata nativa conta com a presença de nascentes.
A reportagem da FOLHA não consegui localizar o coordenador estadual do MST José Damasceno para falar sobre a medida judicial. Segundo a ordem do juiz, uma multa de R$ 50 mil reais por dia será aplicada ao movimento caso permaneçam no local. O documento também foi encaminhado ao Secretário de Segurança Pública Fernando Luiz Delazari, para que o Governo adote alguma providência para retirada dos ocupantes.
Desde o dia da invasão, os representantes do MST admitiram que não foi a improdutividade que os levou a ocupar a área, mas as irregularidades constatadas recentemente por órgãos federais. A fazenda foi alvo de uma operação realizada no início de agosto por fiscais do Ministério do Trabalho e agentes da Polícia Federal, que flagraram cortadores de cana em regime análogo ao escravo, entre várias outras acusações.

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