A juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Kahter, condenou três pessoas pela morte de Pedro Paulo dos Santos, ex-detento da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1), no início de abril de 2016. Os réus Donadone Ortilia Galdiano, Jonatas Henrique dos Santos e Aline da Silva Oliveira, que continuam presos, foram condenados a mais de 14 anos de prisão. O advogado Marcelo Gaya de Oliveira, que defende os acusados, adiantou à FOLHA que já recorreu da decisão no Tribunal de Justiça.

A vítima, que tinha 48 anos, foi executada com um tiro na cabeça minutos após deixar a penitenciária. Ele era conhecido no meio policial como "Nuguet" e já havia sido condenado pela 1ª Vara Criminal em junho de 2014 por dois homicídios registrados na Rua Daniel Estevão Vieira, Jardim Paris, região norte.

Imagem ilustrativa da imagem Justiça condena três por morte de ex-detento da PEL
| Foto: Reprodução/WhatsApp Grupo Folha



Pedro Paulo dos Santos foi acusado de assassinar a tiros Nilton César dos Santos e Cristiane Angrid Gonçalves. Ele também teria tentado matar Geraldo dos Santos, que escapou com vida após a arma ter falhado.

O promotor Ricardo Domingues levou em consideração os assassinatos anteriores e, ao formular a denúncia, disse que Donadone ordenou a execução do ex-preso por vingança. Segundo o Ministério Público, Aline pilotou a moto e Jonatas, na garupa, atirou contra Santos. Este foi detido em maio de 2016 pela Delegacia de Homicídios de Londrina (DHL) no Jardim Santa Fé, zona leste.

Na residência de Jonatas, os investigadores apreenderam um revólver calibre 38, uma pistola 635, porções de cocaína e uma balança de precisão. 'As provas produzidas são extremamente frágeis. As imagens do circuito de segurança coletadas pela polícia em um estabelecimento comercial ao lado da PEL 1 não são nítidas, e, portanto, não identificam com exatidão os réus", disse o advogado Marcelo Gaya.

O defensor repudiou a tese levantada pelo Ministério Público de que o crime foi cometido para vingar possíveis conhecidos de Pedro Paulo dos Santos. "Não há nenhuma ligação de Donadone com estes assassinatos. O que existe no processo são indícios e não comprovações. Parte do júri ficou indeciso, tanto é que a votação foi apertada. Vou protestar por um novo julgamento", concluiu Gaya.

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