Campo Grande - A Justiça federal condenou o hacker Guilherme Amorim de Oliveira Alves, de 19 anos, a seis anos e quatro meses de prisão. O hacker é filho de médicos, nasceu em Corumbá (MS) e já está preso há quase um ano na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. A defesa deve entrar com recurso ainda esta semana.
  A condenação foi dada pela juíza federal Janete Lima Miguel. Junto também foi condenado Evanancy Soares de Alcântara – a prisão de quatro anos, oito meses e 20 dias. Ele teria recebido créditos de Guilherme para recarregar seu celular. Outros envolvidos no caso que ainda não foram julgados são Maria Cecília Faria Martins, que chegou a ser presa mas provou que ela ganhava créditos no celular, sem saber a origem do dinheiro; José Geraldo de Oliveira Alves, médico em Corumbá e pai de Guilherme; Luciano Godoy Magalhães, policial militar e ainda Cléberson Robinson Tauber Magalhães, apontado pelo Ministério Público como hacker.
  O advogado de Guilherme, Humberto Figueiró, não foi encontrado pela reportagem. A sentença saiu no dia 31 de dezembro. Segundo as acusações contidas no processo, Guilherme invadiu entre outros o site dos quatro maiores bancos do País (Caixa Econômica, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco). Somente o Banco do Brasil teria apurado em um período inferior a um mês 108 transações fraudulentas em contas correntes. Levantamento feito pela Polícia Federal constatou que o hacker era integrante de uma quadrilha de que estudava golpes de R$ 150 milhões contra instituições financeiras.

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