Justiça condena falsa quilombola
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de abril de 2016
Mário Bittencourt<br>Folhapress 
Vitória da Conquista - Uma estudante universitária foi condenada a dois anos de prisão em regime aberto porque fez uma declaração falsa para ter acesso ao curso de Medicina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) por meio de cotas. Segundo o Ministério Público, Maiara Aparecida Olívia Freire informou oficialmente à universidade que morava numa comunidade quilombola - de descendentes de escravos - para ingressar no curso, no campus de Vitória da Conquista. Posteriormente, no entanto, ela própria admitiu no processo que a declaração era falsa.
Na decisão, da última quarta-feira, o juiz Clarindo Lacerda Brito diz que a estudante "agiu com culpabilidade normal à espécie", e converteu a pena em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de um salário mínimo em forma de cestas básicas.
Maiara, que ainda pode recorrer da decisão e segue frequentando o curso, foi denunciada em 2014 pelo Ministério Público Estadual, que passou a investigá-la após a promotora Carla Medeiros receber denúncia anônima sobre a estudante. O advogado de Maiara, Marlon Nogueira Flick, disse que vai recorrer da decisão.


