Justiça condena dois por orgias com adolescentes
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Quase cinco anos depois de terem sido denunciados, dois dos oito acusados de participação em festas e orgias envolvendo adolescentes no município de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, foram condenados a quatro anos, nove meses e 18 dias de prisão em regime semi-aberto e multa de um trigésimo de um salário mínimo (cada um deles). A pena ainda não está sendo executada porque o Ministério Público (MP) recorreu da decisão do desembargador Manassés de Albuquerque, acreditando que a denúncia tinha elementos suficientes para a condenação de todos os supostos participantes. Entre eles, um policial civil e um magistrado.
As investigações sobre as orgias envolvendo meninas com idades entre 14 e 17 anos foram conduzidas inicialmente pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). No entanto, por ter suposto envolvimento de um magistrado (e os nomes de vereadores do Município foram citados como participantes das festinhas), o caso teve sigilo decretado e as investigações passaram a ser feitas pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. As festinhas em Campo Largo teriam iniciado no dia primeiro de março de 2003 -quando comerciantes e empresários locaram uma chácara e passaram a convidar adolescentes e personalidades do município para churrascos especiais nas terças-feiras, a partir das 18 horas. A chácara ficava na Vila Bancária e foi locada por R$ 600.
As meninas eram abordadas e levadas para os locais onde recebiam entre R$ 40 e R$ 60 para fazer programas com os participantes ou orgias, streap-teases e atos de lesbianismo para o ''divertimento'' dos convidados. Além de serem levadas à exploração comercial e sexual, as garotas bebiam livremente uísque e cerveja. No processo, oito delas foram ouvidas. Os vereadores supostamente envolvidos não foram denunciados pelo Ministério Público (MP), mas não conseguiram a reeleição. Foram condenados no processo: o industrial Carlos Trentin Aichner (que seria o responsável pela contratação das meninas) e o mecânico Osni Carlos Ribeiro da Rocha (que teria sido o responsável pela locação da chácara).
Todos os outros denunciados foram absolvidos.


