Bruxelas - O caso ''Sainte-Ode'', no qual 19 belgas foram acusados de pedofilia e estupro de menores em janeiro deste ano, culminou ontem, com a condenação de todos os envolvidos, mas apenas sete deles com penas rigorosas.
O caso dos pedófilos criou grande expectativa na Bélgica, não apenas pelo número de envolvidos, mas porque alguns deles prostituiram seus próprios filhos.
O Tribunal Correcional de Neufchateau ditou ontem a maior sentença para o caso, que foi de nove anos, contra Pascal T, de 37 anos, acusado de abusar sexualmente de suas duas filhas menores de idade e de prostituir a maior, que tinha 12 anos quando ocorreram os fatos. A namorada de Pascal, Murielle, de 30 anos, foi condenada a 8 anos de prisão.
Outro dos principais acusados, Didier Stéphene, o médico da família, foi condenado a 5 anos de prisão pelo crime.
O processo julgava 19 pessoas, com idades entre 21 e 62 anos, acusados de manter relações sexuais em orgias organizadas por Pascal T. com pelo menos 13 jovens dez meninas e três meninos , alguns deles menores de idade.
Os fatos se remontam a 1998, quando Pascal T. e Murielle começaram a oferecer os ''serviços'' sexuais de sua filha mais velha, que dois anos depois procurou a polícia.
Durante o julgamento, Pascal T. reconheceu que mantinha relações sexuais com sua filha pelo menos uma vez por mês, e assumiu ter problemas de dependência de drogas e álcool.

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