Uma mulher de 21 anos obteve no final de julho autorização judicial para aborto de má formação congênita. Três diagnósticos médicos confirmaram que o feto sofria de anencefalia (ausência de cérebro) e não teria chances de sobrevida após o parto.
A autorização foi dada por um juiz da Central de Inquéritos graças à atuação de advogados orientadores e alunos que participam do Núcleo de Prática Jurídica das Faculdades Curitiba, que auxiliou a moça no caso. O trabalho de pesquisa foi realizado pelos acadêmicos Aglaê Rita Buch Soares, Eliana Maria Marinho Sampaio, Jesuel de Oliveira e Peter Trento, sob a orientação dos advogados que também atuam no Núcleo.
Glécia Peixoto, supervisora do serviço, informou que em meados de julho o serviço ambulatorial de um hospital de Curitiba encaminhou à faculdade uma paciente para que procurasse auxílio jurídico para interromper a gravidez. Nas duas ecografias os laudos eram de anencefalia.
Segundo Glécia, por se tratar de um caso peculiar e que exigia rapidez, já que a gravidez estava em estágio avançado, foram solicitados documentos e a moça encaminhada para a perícia médica do Instituto Médico Legal.
Com os documentos apresentados, uma petição Inicial foi pedida e protocolada na Central de Inquéritos no dia 17 de julho. No final do mesmo mês foi liberado o alvará judicial para que a cirurgia fosse feita.
O alvará foi entregue à paciente para que ela decidisse se optaria pela interrupção da gravidez, o que acabou ocorrendo.

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