Justiça apreende bijuterias que seriam cópias de jóias da H.Stern
Justiça apreende bijuterias que seriam cópias de jóias da H.Stern17/Mar, 18:18 Por Roberta Pennafort, especial para a AE Rio, 17 (AE) - Cerca de trinta peças das lojas de bijuterias Alchimia e Rievers Design foram apreendidas hoje pela Justiça. As empresas são acusadas pela joalheria H. Stern de copiar jóias, embalagens, catálogos e nomes de suas coleções. Dois oficiais de Justiça verificaram que colares, brincos, pingentes e pulseiras das grifes tinham exatamente o mesmo desenho de originais da H.Stern. Os textos nos folhetos das peças também haviam sido retirados de catálogos da joalheria.A apreensão foi feita hoje à tarde, durante a exposição Bijóias Rio. O juiz da 28ª Vara Criminal, Hélio de Farias, expediu mandado de busca e apreensão das bijuterias, que serão analisadas por dois peritos. Os donos das lojas deverão ser autuados por violação dos direitos autorais e crimes contra a propriedade industrial. Por infringir os artigos 184, 185 e 186 do Código Penal, eles poderão ficar presos de 1 a 4 anos. O dono da Alchimia, Sérgio Silva, negou que suas bijuterias tivessem inspiração na coleção da H.Stern. "É uma honra para nós que tais peças sejam comparadas à da joalheria", ironizou. No cartaz de uma das coleções, no entanto, pode-se encontrar a expressão "Orixás H.Stern" para designar uma linha de pingentes inspirados em orixás. "É tudo idêntico, não há como negar", afirmou a advogada Márcia Dinis. "Até as explicações sobre o significado dos orixás foi copiada das nossas, palavra por palavra". A linha copiada ("Mãe de Samba"), lançada no ano passado, foi inspirada no músico Carlinhos Brown. No estande da Rievers Design, havia exemplares copiados da coleção da H.Stern assinada pela estilista Constança Pascolato, chamados pela loja de "Coleção Constância". O responsável pela loja, Péricles Miranda, não quis comentar o assunto. Todas as peças foram retiradas das vitrines e ficarão sob poder da Justiça. O laudo deverá sair em trinta dias. A H.Stern informou que vem constatando falsificações de seus produtos (que são exclusivos e têm séries limitadas) oferecidos em pequenas lojas."Não se pode simplesmente copiar uma jóia e comercializá-la, porque o design é patenteado", disse Márcia Dinis. Em fevereiro, foram apreendidas 42 peças de três empresas durante a Feira Transamérica, em São Paulo. A Justiça aguarda resultado do laudo pericial para punir os responsáveis, segundo informou o advogado que cuida do caso paulista, Luiz Flávio Gomes.





