Londrina – Quinze integrantes de dois núcleos de uma organização criminosa foram condenados por associação para o tráfico de drogas e tráfico de entorpecentes pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanúncio. As penas chegam a 18 anos de prisão e foram proferidas no dia 3, porém divulgadas apenas ontem.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o grupo agia em Londrina e Rio Negro e distribuía drogas em diversas outras cidades do Estado.
A quadrilha foi desmantelada pela Operação Viajantes em abril de 2013, conduzida pelo Núcleo de Londrina da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), após nove meses de investigação. Na ocasião foram cumpridos 17 mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Ao longo das investigações, foram apreendidos 55 quilos de drogas (crack, cocaína e maconha), avaliadas em R$ 1,3 milhão e oriundas do Paraguai.
O líder do grupo, Adriano de Souza, 33 anos, foi condenado a 18 anos de reclusão e o responsável por trazer a droga do Paraguai, via Mato Grosso do Sul, Evaldo Rodrigues da Silva, 26, a 16, pelos crimes de associação e tráfico.
"Entre os demais integrantes há diversos familiares do Adriano, além da esposa do Edvaldo, que é a única que está foragida. O Ministério Público ficou satisfeito com a decisão porque a denúncia por completo foi considerada procedente", frisou a promotora de Justiça, Márcia Regina dos Anjos.
Outros quatro denunciados foram condenados também pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e tráfico de entorpecentes e nove por associação, com penas entre três e dez anos de reclusão. Ainda cabe recurso da sentença.
Entre os condenados, sete estão presos desde 2013 e outros sete aguardam a sentença definitiva em liberdade. A 15ª integrante da quadrilha segue foragida há quase dois anos e é também sobrinha do traficante Mário Pulcheta, que teria ligações com Fernandinho Beira-Mar.
"Durante as diligências se cogitou a ligação da grupo com a facção criminosa liderada por Beira-Mar. Mas, ao longo do processo não ficou evidente essa ligação", ressaltou a promotora. "O mais importante é que a quadrilha foi desmantelada financeiramente e não consegue mais se sustentar".

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