Justiça adia depoimento de Colli
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quinta-feira, 03 de outubro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A juíza da 6ª Vara Criminal de Londrina, Zilda Romero, adiou ontem o depoimento do ex-presidente do Partido Verde (PV), Marcos Colli, na ação em que ele é acusado de estupro de vulnerável e de filmar e fotografar três irmãs menores de idade em poses sexuais e pornográficas. A última etapa da audiência foi remarcada para 22 de outubro em virtude do não retorno de três depoimentos de testemunhas de defesa por carta precatória.
Os depoimentos são de dois médicos, de Franco da Rocha e Santo André, em São Paulo, e da ex-mulher de Colli, que reside em Florianópolis (SC). Neste caso, a Justiça não conseguiu localizar a testemunha no endereço fornecido pela defesa.
O advogado de Marcos Colli, Mateus Vergara, não compareceu a audiência e informou, minutos antes do início do depoimento, que se encontrava em Franco da Rocha para ouvir testemunhas de outras ações criminais contra Colli por carta precatória. O defensor solicitou que a audiência fosse suspensa, o que não foi acatado. A magistrada entendeu que como a audiência já estava marcada havia vários dias, a ausência não se justificava. Foi nomeado, então, um advogado dativo para representar Colli.
Gustavo Bonesi explicou que a adiamento do interrogatório foi apenas por questões processuais. "Vim aqui para trabalhar como advogado e garantir os meios legais para a regular instrução do processo e para que não haja prejuízo ao réu em virtude da ausência do advogado constituído", ressaltou.
Para o Ministério Público (MP), todas estas estratégias utilizadas pela defesa tem como único objetivo atrasar o veredito final. "Eu tenho dito que as provas são robustas e incontestáveis quanto a condenação do réu nos vários processos. O que se busca é que não ocorra uma sentença condenatória e enquanto isso o réu permaneça em uma situação confortável de permanecer em uma sala de estado maior", frisou a promotora da Vara da Infância e Juventude, Susana Lacerda. Marcos Colli está preso desde 20 de maio em sala no 5º Batalhão da Polícia Militar.
Quarta ação
A Justiça ouviu ontem também as três vítimas e cinco testemunhas na quarta ação criminal contra Marcos Colli. Ele é acusado de estupro de vulnerável de duas crianças de 11 e 12 anos e de estupro de uma adolescente de 15, quando ele teria, inclusive, utilizado uma arma de fogo para ameaçar a vítima. "O MP sustentou que o réu usou de grave ameaça para a obtenção da relação sexual. A arma foi utilizada como forma de intimidação. Saímos do estupro de vulnerável para o estupro, já que a vítima tinha mais de 14 anos, que é outro tratamento, mas que também é um crime contra a liberdade sexual", explicou Susana Lacerda.


