Justiça aceita denúncia contra motorista que matou mulher em Arapongas
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quarta-feira, 27 de março de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 

O motorista Rodrigo Santos Batistoni, 19 anos, virou réu nesta terça-feira (26) no processo da morte da dona de casa Vanessa do Prado, 33, que morreu após ser atropelada depois de sair de uma missa em uma igreja católica com o namorado e mais um amigo. A decisão é da juíza da 1ª Vara Criminal, Leane Cristine no Nascimento Oliveira Donato. O acidente aconteceu na rua Francelho, em Arapongas, no começo de março. Ela teve morte cerebral e morreu no Hospital João de Freitas, onde ficou internada durante três dias.
Preso de forma preventiva na cadeia pública da cidade, Batistoni responderá por homicídio doloso, fraude processual e omissão de socorro. A defesa, que não quis se manifestar, ganhou 10 dias para rebater, se assim desejar, a acusação do Ministério Público. Vanessa deixou três filhos e foi sepultada no cemitério do distrito de Lerroville, onde mora parte de sua família.
O caso
Rodrigo Batistoni foi preso na casa da irmã pela Guarda Municipal de Arapongas. Em depoimento, ele disse que não queria matar a pedestre e que estava "distraído. Fiquei em pânico total. Nunca passei por isso (prisão). Não tinha bebido nada antes de dirigir".
A versão não convenceu o Ministério Público. Para o promotor Rogério Barco de Toledo, responsável pela ação, o jovem tentou "induzir ao erro peritos, o delegado e o juiz ao consertar os danos provocados na Saveiro pelo atropelamento, lavando e polindo o para-choque, retirando fragmentos do vidro do para-brisa rompido e arrumando a tampa do compartimento do motor".
O rapaz sustenta que não estava acima do limite máximo de velocidade, mas o Instituto de Criminalística apontou o contrário. Segundo o laudo, o acusado trafegava a 47 km/h em uma via onde o permitido é de até 30 km/h.


