A juíza de São José dos Pinhais, Marcelise Weber Lorite, aceitou ontem os pedidos de adiamento dos julgamentos do caso Evandro, feitos pelos advogados de defesa dos sete acusados. No despacho, a juíza não determina novas datas para a realização dos três júris em que foi desmembrado o processo. Os advogados pretendem pedir uma série de novas diligências e acreditam que os júris só serão realizados em meados do ano que vem. O crime ocorreu em Guaratuba, em abril de 1992. Evandro Caetano, de sete anos, teria sido sacrificado num ritual de magia negra.
A juíza só deu o despacho no início da noite de ontem. Advogados de todos os réus passaram a tarde no Fórum, aguardando a decisão. O advogado Osmann de Oliveira, que defende Celina e Beatriz Abagge, já havia preparado um pedido de habeas corpus para encaminhar ao Tribunal de Justiça, caso a juíza Marcelise Lorite não aceitasse o adiamento.
Segundo Oliveira, Celina Abagge chegou a lhe pedir ontem que não tentasse mais adiar o julgamento. ‘‘Ela está muito ansiosa e quer resolver o caso logo, mas a defesa precisa de tempo para analisar novas provas juntadas ao processo’’, afirmou o advogado.
A juíza Marcelise Lorite acatou a argumentação dos advogados de que não haveria tempo para que tomassem ciência de documentos anexados ao processo pela promotoria na semana passada.

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