Vânia Moreira
De Umuarama
A Prefeitura de Jussara (124 km a leste de Umuarama) inaugurou esta semana uma usina de triagem de lixo. Instalada há 10 meses, a usina completou o projeto de coleta seletiva, separação e destinação do lixo urbano no município. Com isso, Jussara passou a ter o melhor programa de tratamento de lixo entre as 32 cidades da região de Umuarama.
Segundo o prefeito Pedro Cândido de Oliveira (PMDB), agora só falta o aterro sanitário, que começa a ser construído até o final do mês. Atualmente, o lixo está sendo depositado num aterro controlado, uma técnica de depósito mais simples que a adotada em aterros sanitários.
Com 6 mil habitantes, Jussara produz em torno de 60 toneladas de lixo por mês. Oliveira disse que o município se antecipou à lei estadual criada em janeiro deste ano, que obriga os municípios a criar programas de separação e reciclagem de lixo. A prefeitura alugou um barracão e comprou os equipamentos da usina. ‘‘Nos adaptamos à lei antes mesmo de ela entrar em vigor’’, disse Oliveira.
Segundo o ambientalista Pedro Guimarães, que elaborou o projeto, a usina prensa todo mês cerca de 10 toneladas de plástico, papel, lata e vidro, material reciclável que antes era enterrado junto com o lixo orgânico. São quase 30% de todo o lixo produzido na cidade. A reciclagem aumenta a vida útil do aterro. Além disso, com a separação e prensagem, o município também pode armazenar uma quantidade maior de material e ganhar mais na comercialização.
Através de campanhas educacionais nos bairros, escolas e entidades, a prefeitura preparou a população para separar em casa o lixo orgânico do reciclável. A separação na origem facilita o trabalho na usina e permite um melhor aproveitamento do material reciclável que chega mais limpo.
Segundo Pedro Guimarães, o trabalho de concientização junto aos moradores continua. O objetivo é conseguir a participação maciça da população para melhorar o sistema de coleta e o aproveitamento do lixo. ‘‘A coleta e destinação correta do lixo vai melhorar as condições de higiene e saúde para todos, preservar o meio ambiente e criar uma nova mentalidade’’, acredita Guimarães.

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