São Paulo, 07 (AE) - O anúncio do chamado "plano B", pacote de medidas alternativas à arrecadação previdenciária pretendida com os servidores públicos, que está sendo feita neste momento, deverá definir o humor do mercado de juros hoje. Em princípio, tudo o que foi anunciado por Malan até aqui veio dentro do que já era esperado: haverá mudança nas regras de taxação de remessa de juros de operações contratadas no exterior; fim da dedução de Confins na CSLL; redução da alíquota da CSLL de 12% para 9%; e corte no orçamento de R$ 1,2 bilhão. O mercado, certamente, aguardará as explicações para avaliá-las. Malan anunciou ainda que o governo encaminha hoje projeto que prevê a reformulação do Código Tributário Nacional. Em princípio
o fato de, enfim, o governo ter chegado a algum consenso sobre o pacote emergencial já agrada. O dólar ampliou a baixa durante o anúncio e, há pouco, era cotado a R$ 1,9370, queda de 0,82%.
Com essa questão encaminhada, o mercado pode até ter fôlego para reagir positivamente à decisão do Copom de alterar o viés da Selic (mantida em 19%) para "de baixa". Operadores gostaram da sinalização do Copom, de que podem surgir notícias positivas nos próximos dias, que justifiquem a continuidade da trajetória de queda dos juros. Assim, devidamente avaliadas as medidas que estão sendo anunciadas, há espaço para algum recuo das projeções das taxas de juro no mercado de futuros, que ainda carregam algum prêmio.

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