São Paulo, 18 (AE)- A análise semanal que o Lloyds Bank faz da economia nacional, diz na edição de hoje que as taxas de juros poderão fechar o semestre em 22% ao ano, contra a previsão anterior de 25% para o mesmo período. O Lloyds, através de sua análise, acredita que já amanhã, na reunião do Comitê de Política Monetária, se chegue a 25% ao ano e ao final do ano, em dezembro, o País estará com os juros básicos em 18% ao ano.
O estudo da instituição diz que "a taxa acumulada em 99
portanto, deve ficar entre 25,8% e 26% aa, contra os 28,8% aa, expostos no acordo com o FMI. Apesar de ainda estarem se desenrolando duas CPIs no Senado (Judiciário e Sistema Financeiro), o Congresso levou adiante alguns projetos importantes nas últimas semanas. Um dos destaques, segundo o Lloyds, ficou por conta da aprovação no Senado do Projeto de Lei que modifica a Lei Camata e altera o limite de gastos da União com a folha de pagamentos (de 60% para 50%), além de estipular um cronograma de ajuste para enquadramento de estados e municípios, até maio de 2001".
O estudo semanal do Lloyds salienta ainda que as prévias de inflação para maio, continuam apontando para um comportamento favorável dos preços. "A primeira prévia do IGP-M registrou deflação de 0,05%, sendo destaque a queda de 1,69% nos preços agrícolas no atacado. Na mesma tendência, o IPA-industrial que registrou alta de 0,34% neste primeiro decêndio, apontando para uma alta próxima a 0,8% no mês, bem abaixo dos 2,03% verificados em abril", diz o estudo. "A primeira prévia do IPC-Fipe também indicou recuo da inflação em SP no início do mês, com alta de 0 35% contra um fechamento de 0,47% em abril. O destaque também foi a queda nos preços dos alimentos, que vem mais do que compensando a alta sazonal do vestuário e o aumento dos combustíveis".
Câmbio - Quanto ao câmbio, a análise do Lloyds diz que "os dados das Contas Correntes de abril/99 indicam uma melhora de aproximadamente US$ 700 milhões em relação a abril/98. Os destaques positivos foram os seguintes: balança comercial (US$ 250 milhões), viagens internacionais (US$ 240 milhões) e remessa de lucros e dividendos (US$ 200 milhões). Por outro lado, o destaque negativo ficou por conta do aumento no pagamento de juros externos (US$ 300 milhões), fruto do maior endividamento externo do país".

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