Nova York, 21 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, destacou, durante entrevista coletiva, o que ele considera serem conquistas positivas do governo FHC. Entre elas, Malan citou as projeções de inflação de 5% para este ano e de queda do PIB entre zero e -1,2%, que seriam indicadores de consenso no mercado. "Essa é uma grande diferença entre as projeções de até 80%, que foram feitas no início do ano, e de queda do PIB de até 9%",, disse. Malan reafirmou que no final deste mês o governo vai fixar a meta inflacionária que servirá como base para o funcionamento da economia.
Segundo ele, no modelo de inflação como meta, o Banco Central continuará tendo uma autonomia operacional e usará seus instrumentos para cumprir a projeção de inflação. Malan também disse que os juros vão continuar caindo para uma taxa real em torno de 10% ou de até de um dígito até o final deste ano. Em relação ao câmbio, Malan afirmou que o governo não pretende defender nenhuma taxa de câmbio específica. A entrada de capital estrangeiro foi outro indicador positivo apontado pelo ministro da Fazenda. Segundo ele, o Brasil já recebeu US$ 12 bilhões em investimento direto este ano, ante menos de US$ 1 bilhão no início da década. Malan disse que o Brasil é o quarto ou quinto receptor de recursos do mundo, atrás dos EUA, Inglaterra, China e França.
Sobre as exportações, Malan disse que considera natural o desempenho abaixo das expectativas por causa da queda dos preços das commodities que o Brasil exporta. Ele lembrou também o aumento dos preços dos produtos importados, como petróleo. "Tenho certeza que a produção exportável vai aumentar se olharmos para a frente, para 2000 e 2001", disse. O ministro disse que o superávit comercial este ano deverá ficar em torno de US$ 4 bilhões. "Considerando o déficit de US$ 6,5 bilhões no ano passado, isso é uma mudança de US$ 10 bilhões em um ano. É uma conquista muito significativa", disse.

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