Juros de títulos prefixados da dívida pública continuam caindo
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segunda-feira, 12 de abril de 1999
Por Adriana Fernandes Lu Aiko Otta e Nélia Marquez 
Brasília, 13 (AE) - As taxas de juros dos títulos prefixados da dívida pública federal continuam em queda. Hoje o Tesouro Nacional vendeu R$ 1 bilhão em Letras do Tesouro Nacional (LTN) de dois meses pagando por eles uma taxa média de 31,33%, e uma máxima de 31,54%. No leilão anterior, a média havia ficado em 33,02%, e a remuneração máxima, em 33,19%. "O mercado continua indicando sua expectativa de queda nas taxas de juros", comentou o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães.
Hoje foram emitidos também R$ 3 bilhões em papéis pós-fixados, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) de 371 dias. Um novo leilão deverá ocorrer quinta-feira, mas é pouco provável que haja modificação de volumes e prazos nos títulos ofertados.
O próximo passo, segundo o secretário, será oferecer LTN com prazos mais longos. Ele explicou que está esperando a decisão de amanhã do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre as taxas de juros para determinar como serão os próximos leilões. "O Copom vai balizar a atuação do mercado e do próprio Tesouro", disse. A idéia é mexer no prazo das LTN, alongando-o, em vez de aumentar a oferta de títulos - que tem sido de R$ 1 bilhão toda terça-feira.
O Tesouro tem como objetivo aumentar a participação dos títulos de correção prefixada no financiamento da dívida pública. Até o final de fevereiro, elas representavam apenas 2% do total de R$ 234,421 bilhões da dívida mobiliária interna em poder do público. Antes da crise financeira internacional, as LTN eram o principal papel da dívida pública federal. No entanto
em face ao agravamento da crise, o mercado passou a exigir taxas de correção que o Tesouro considerou elevadas demais e, por isso, deixou de emitir as LTN e passou a financiar-se com papéis pós-fixados, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Desde o dia 23 de março, porém, o Tesouro voltou a leiloar as LTN.
"Há muita liquidez no mercado para esse tipo de papel"
comentou o secretário. Ele explicou que, mesmo em janeiro, haveria possibilidade de colocar LTNs de um mês. "Sempre houve demanda para elas", disse. No entanto, o Tesouro só voltou a emitir esses papéis quando surgiu uma perspectiva segura de alongar progressivamente os prazos e de ampliar sua presença no mercado.


