São Paulo, 22 (AE) - O presidente chileno, Eduardo Frei, pôs fim ao ajuste econômico em vigor há um ano e meio e convocou o país a "deixar de lado o pessimismo". Além de reduzir as taxas de juros, que passaram de 5,75% para 5% ao ano, Frei apresentou um amplo projeto de investimento em mensagem transmitida, ontem à noite (21), em cadeia nacional de rádio e TV. As medidas têm por objetivo estimular a criação de empregos, principalmente no setor de construção, ajudar os setores mais vulneráveis e apoiar a pequena e média empresa. O projeto atinge o limite do orçamento aprovado pelo parlamento. O plano de medidas prevê investimentos de US$ 58,59 milhões nas empresas estatais. Também está previsto o aumento substancial de investimentos em programas de ampliação da infra-estrutura educacional, em melhorias urbanas, ampliação do fundo social e o incremento nos subsídios para compra de casas para as classes baixas. O governo também anunciou a ampliação da mina Radomiro Tomic e estímulos para a produção de cobre. Frei lançou ainda um seguro de crédito para exportações para pequenas e médias empresas e um programa de subsídio para estimular os empresários privados a contratar estudantes. Antes de cortar os juros e apresentar o projeto de investimentos do governo, o presidente chileno anunciou mudanças em cinco ministérios. As alterações foram divulgadas após todos os assessores de primeiro escalão terem colocado os cargos à disposição para permitir que Frei reorganizasse seu governo com vistas a combater a pior crise do país em 17 anos. A pasta de Relações Exteriores será ocupada por Juan Valdés, em substituição a José Insulza, e a Defesa terá Edmundo Yoma, no lugar de José Guzmán. Insulza assumirá como secretário da Presidência. Angel Sartori ocupará ao ministério da Agricultura, na vaga de a Carlos Mladinic, que substituirá Jorge Arrate como secretário geral de governo. (Patricia Lara)

mockup